domingo, 14 de agosto de 2016

Estou sozinha. E eu tenho tudo que queria. Tenho dinheiro (suficiente) e tenho a liberdade que pedi, mas, meu Deus, o vou fazer com isso?

Demorei 3 horas para escrever este texto e eu estou com medo


Hoje é domingo,tem sol e, apesar de ser inverno, a temperatura é bem agradável.
Muitas pessoas, simplesmente, não conseguem ficar em casa, mas eu, simplesmente, não consigo sair de casa. Não consigo sequer sair do quarto. Ainda estou de pijama, na cama.
Apesar de já ter acordado há algum tempo, meus olhos e meu corpo inteiro pesam. Uma tonelada parece que é o que carrego.São os remédios ou isso é depressão? Eu não sei dizer.
Olhei no Facebook fotos de pessoas em parques e eu penso como elas conseguiram chegar lá. Eu imagino toda a vida delas neste dia. Quantas coisas legais elas fizeram e eu não fiz nada além de pensar.
Tive um sonho horrível enquanto dormia, mas eu nem vou contar, porque sei que ninguém quer saber sobre o que sonhamos... Talvez o psicanalista, psiquiatra, psicólogo... Talvez... Ou talvez nem eles... Talvez seja muito enfadonho e eles só façam de conta que querem/precisam ouvir... "Faz-de-conta". É! O mundo do faz-de-conta nem sempre é bom. Ok! Dei uma viajada aqui, mas tudo bem, estou mesmo escrevendo para mim. Até vou colocar este texto no mundo, sem nenhuma expectativa.

Enquanto escrevo, vou notando uma coisa triste e aterrorizante: estou desaprendendo a escrever.
As letras são estranhas, e uma letra juntando na outra parece não formar uma palavra e, às vezes, eu percebo que não forma mesmo, então, tenho que fazer um esforço muito grande para que, de fato, saiam palavras. Estou assustada!
Para escrever até aqui, está sendo um grande esforço. Mas, percebendo isso, percebo que tenho que me esforçar mais ainda... Lembro do filme "Para Sempre Alice" e penso: "Será" e sufoco: "Socorro!!!"
Mas não vejo saída. Não vejo quem possa me ajudar. Me sinto sozinha. Não tem cura!
Muitas coisas nesses dias têm me causado ansiedade, angústia, raiva, pânico e tristeza... Será que se essas coisas pararem, eu vou voltar a me sentir normal? Ou seja, só sentir a bipolaridade e a síndrome do pânico? Estou assustada por não estar conseguindo escrever. Só eu estou sabendo a dificuldade para escrever este texto... Escrevendo tudo errado e tendo que corrigir a cada  minuto.
Eu não sei o que é isso. Eu estou confusa e sinto medo.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Diz logo de uma vez, mocinho!

Ei, você, vem aqui
Fala comigo
Ainda não esqueci
Da nossa história
 Ela não teve fim

Você sai assim, fazendo de conta que não sentimos nada?
Eu sei que sentimos
Você não vai sair assim, não!
Sem me dar uma explicação

Ei, rapaz! Que loucura é essa de bancar o tanto faz?
Não tem problema confessar essa atração
Você não vai morrer se eu souber que você sente o mesmo que eu
Vem aqui, eu também quero dizer o mesmo que você

Não é moderno esconder o sentimento
Sabia que é até cafona não querer confessar o que se sente?
Então, mocinho, vem aqui, diz pra mim você sabe o quê

Eu adoro brincar com você! 


quinta-feira, 19 de maio de 2016

Sou feia e preciso assumir isso!



  

Sempre soube disso, desde muito pequena, mas nunca tinha assumido, ainda mais, assim, publicamente e, mais ainda, para o mundo, pois aqui é a internet.
Eu sou uma mulher feia. Descrição é dispensável, basta eu contar o que tenho passado nesses 32 anos de vida. (Não precisa fugir daqui, leitor(a)... Eu não vou escrever um texto contando tudinho.)
Não fuja, mas, se fugir, saiba que já estou acostumada com fujões...
Falando em fujão, me lembrei da palavra "bujão". Acostumei-me a rir quando me chamavam de bujão na escola, pois era a minha saída: rir.
E, de fato, meu corpo parece um bujão de gás. Sou gorda. Isso me incomoda, mas nunca fiz nada para mudar esta minha condição. Já tentei, mas dá muito trabalho não comer o que você quer. Então vou comendo, comendo, comendo e cá estou: um bujão. Podem rir. Eu vou rir junto para fazer de conta que não me importo.
Meu Corpo


Meus cabelos não são rebeldes, eles se comportam como terroristas Boko Haram (Vocês podem achar que estou brincando, mas vou postar uma foto.)
Eu tinha os cabelos compridos, mas, para piorar a situação da minha feiura, inventei de cortar parecido com o da Letícia Spiller naquela novela das 7, a última antes dessa que tem a Juliana Paes. Assim ó:
Cabelo da Letícia Spiller
Foi a pior coisa que eu fiz, porque, para ter o cabelo assim, você precisa estar todos os dias no salão, senão fica muito, muito estranho.

Bem, vocês já sabem que eu pareço um bujão com cabelo tenebroso e que sou feia. Isso é fato, mas sabem como é a minha relação com os homens?

SOCORRO!!!

Um desastre é a relação que eu tenho com os homens!
O fato de eu ser feia já é um problema.
Uma vez, eu até tentava me aproximar, mas agora a onda toda ficou muito esquisita...
Nunca tive muitas amigas, e as amigas que eu tenho estão todas casadas... Os amigos que tenho são gays, então onde eu vou, quando saio para "paquerar" #sqn, é em lugares onde meus amigos gays vão... A coisa tá difícil pra mim!

Eu já tive dois namorados, bem mais bonitos do que eu, então, me sentia sempre insegura, achando que eles iriam me deixar a qualquer momento. Eu ficava ligando, ficava olhando o Facebook, Twitter... deles... Era uma agonia que doía muito. Eu, muitas vezes, ficava até torcendo para o relacionamento acabar... É verdade! Na minha cabeça, embora eu gostasse muito deles, se o namoro acabasse, a agonia também acabaria. Era muito cansativo ficar de olho nas redes sociais à espreita de um "curtir" de uma outra mulher... Eu sei... É estranho, é bizarro. Mas eu sou mesmo bizarra. Sou medonha!
É bizarro eu querer compartilhar isso tudo. Pode parecer mentira, no entanto é verdade e eu vou continuar contando a vocês mais coisas que até a data de hoje eu nunca falei para ninguém.
Obrigada por ter lido até aqui.






quinta-feira, 21 de abril de 2016

Já é

Nunca pensei
Que você um dia
Fosse esquecer
Da nossa festa
Da nossa sexta
Daquele mês

Mas aconteceu
E eu entendi
Não dá pra viver
Tentando encontrar em alguém
A gente

Foi por pouco
Foi por nada
Foi por tudo
Foi por muito
Te ouvi falar

Mas agora já era
Sejamos francos
Foi bom pra você
Foi bom pra mim
A gente
Não é mais