Faz mais ou menos um ano que eu não tenho mais crises de pânico.
Se eu consegui, você também vai se livrar delas, porque, quando tinha as crises, eu achava que era a única criatura na face da Terra a sentir aquilo.
Parecia que nada, nem ninguém, poderia me tirar daquele sofrimento. Eu queria entrar por uma parede e sumir, desaparecer, desmaiar... qualquer coisa para me tirar daquele tormento. Parecia uma eternidade!
Hoje, eu ainda sinto muita angústia, como agora... Agora, neste instante em que escrevo, estou sentindo aquele nó na garganta, aliás, eu quase sempre estou angustiada.
Mas a crise, propriamente dita, não vem. Acho que eu aprendi a me controlar, mas, principalmente, a identificar os gatilhos que geram a crise.
Esses gatilhos de que eu falo não são fatores reais... Por exemplo, há pessoas que têm algum medo específico. Para mim, medo específico é um fator real.
No meu caso, não havia (ou há) fatores específicos. As crises me apareciam em qualquer lugar, eu nunca estava segura. Ambientes muito abertos, ambientes muito fechados, shoppings, praia, consultório psiquiátrico, cinema, rua, muita gente, nenhuma gente..., em qualquer lugar as malditas apareciam... Um dia escrevo mais sobre isso.
O que quero dizer, agora, é que, sim, estou sentindo angústia, sim, parece que uma crise de pânico vai se aproximar, mas, depois de anos de psicoterapia e medicação adequada, eu consigo respirar (o que é muito importante: respirar devagar, inspira e expira), tomar o remédio que o médico receitou, tentar manter a atenção em outra coisa (também quero falar mais sobre isso) e seguir a minha vida sem aquele sofrimento imensurável, que só quem teve uma crise dessas pode compreender.
Eu quero que você saiba que essa sensação horrível vai passar.
Tente chorar! Para mim, quando eu começava a chorar, era porque a crise estava indo embora.
Vai passar!!!

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